domingo, 15 de agosto de 2010

Aprendendo Sobre Exposição


"Suas Verdadeiras Cores"


Esta foto foi retirada em uma das sessões que fiz com a modelo Bárbara Iolanda. Sua expressividade e seu olhar característicos geram um tom bastante intimista nesta foto. Procurei trabalhar as cores de forma harmônica, combinando a maquiagem com o fundo para enfatizar ainda mais a sensibilidade passada pela foto. O resultado foi uma imagem bastante colorida e viva. Especificações: Canon 50d com lentes telefoto de 28-135mm da Canon no zoom de 135 mm, f/5.6 a 1/160 de segundo e ISO 400. Divirtam-se!


Olá para todos, estou de volta para mais uma postagem no blog. Essa semana vamos visitar outro assunto de extrema importância no campo da fotografia, a Exposição. Gostaria de agradecer a todos que tem visitado o blog e que tem feito dele este sucesso que está sendo. Gostaria que deixassem seus comentários, críticas e sugestôes para que eu possa  aprimorá-lo ainda mais.

Artigo:


Aprendendo Sobre Exposição

    Antes da chegada da fotografia digital a palavra exposição se referia ao tempo em que o filme fotográfico ficava em contato com a luz para formar a imagem. Era necessário que todo o filme fosse gasto para que ele então pudesse ser retirado da câmera e enviado a um laboratório para ser revelado. Se após a retirada desse filme da câmera, ele tivesse contato com a luz ambiente, dizia-se que o filme foi “queimado”, ou seja ele fica inutilizado.
 Com a fotografia digital a coisa muda um pouco de figura. No local do filme foto-sensível você tem o sensor da câmera, que capta a luz, transformando-a em impulsos elétricos para que então a imagem seja formada e processada no micro-computador presente na câmera. Uouh! Todas as fotos são mantidas em um cartão de memória, podendo ser transferidas ou impressas a qualquer momento.
    Apesar da diferença apresentada acima, o conceito básico de exposição não mudou. Ele ainda é baseado no tripé Velocidade do Obturador/Abertura (da Lente)/ ISO como era nas câmeras antigas.

Velocidade do Obturador rápida.

Velocidade do Obturador se refere ao tempo em que o sensor digital fica exposto a luz. Nas câmeras modernas esse tempo pode ser controlado pelo fotógrafo, podendo ser ajustado a velocidades desde 30 segundos, até 1/8000 de segundo, podendo variar um pouco conforme o modelo da câmera.
Velocidade do Obturador lenta.


F-stop: f/1.4
Abertura é o tamanho da abertura da lente quando a foto é tirada. Quando você pressiona o botão do obturador a lente se abre e capta um instante da sena que você está vendo. Quanto maior essa abertura, mais luz é captada pela câmera, quanto menor a abertura, menos luz é captada pela câmera. A Abertura é medida em “F-stops” como por exemplo f/2,8, f/5.6, f22, etc. Movendo-se de um F/stop maior para um F/stop menor você dobra a quantidade de luz que atinge o sensor da câmera.
F-stop:F22

 Por exemplo: se movendo de F/22 para F/16 você está dobrando a quantidade de luz que entra na câmera.

Da mesma forma, movendo-se de um F/stop menor, para um F/stop maior você corta pela metade a quantidade de luz que atinge o sensor da câmera.

Por exemplo: se movendo de f/8 para f/11 você corta pela metade a quantidade de luz que entra na câmera.

Atenção: Uma coisa que confunde bastante os fotógrafos iniciantes é o fado de que Aberturas maiores recebem F/stops menores (mais luz entra na câmera ao se diminuir o F/stop), assim como Aberturas menores recebem F/stops maiores (menos luz entra na câmera ao se aumentar o F/stop). Ou seja, a relação entre a abertura da lente e o número do F/stop é inversamente proporcional. Então de fato f/2.8 representa uma abertura na lente bem maior do que f22. Parece estranho, mas com o tempo vocês pegam o jeito da coisa.
    E por fim, vamos falar de ISO, que representa a sensibilidade do sensor a luz. As câmeras atuais tem ISO’s que podem ir desde de ISO 50 no lado mais baixo até ISO 64000 no lado mais auto. Quanto maior o ISO, maior a sensibilidade do sensor a luz. Estas sensibilidades ampliadas permitem que a luz seja captada em ambientes cada vez mais escuros. Ou seja, menos luz é necessária para se captar uma exposição correta sem que seja necessário o uso de flash. Mas tudo isso tem um preço. Quanto maior o ISO, maior a presença de “ruído” digital nas fotos. Por este motivo é recomendável que seja utilizado o menor ISO possível para que se possa garantir uma imagem de melhor qualidade.


ISO 6400 (nível de ruído elevado).

É através da interação destes três elementos base: Velocidade do Obturador, Abertura da Lente e ISO (sensibilidade do sensor digital) que as exposições fotográficas são calculadas. Aprender a controlar esses três elementos de forma segura e intuitiva significa abrir as portas para uma fotografia digital criativa e sem limites.

Por Carlos Santos.

 Dica de Site

A dica de site de hoje é quentíssima e trás o fotografo norte americano Joe Mcnally. Joe é descrito pela revista American Photo como “talvez o mais versátil fotogjornalista trabalhando atualmente”, e é listado como estando entre as 100 pessoas mais importantes na fotografia. Ele também foi agraciado pela Kodak em seu arquivo online de pessoas consideradas lendas da fotografia. Da mesma forma a Nikon inc. o agraciou colocando-o em seu web site na lista de fotógrafos de prestígio percebido como uma “Lenda por traz das lentes”.

Aqui vai o link para seu portfólio